NEWS 04 | Fevereiro – Março

- Revendo a modernidade na contemporaneidade -

Semana de arte moderna 1922 -2022

Em todo o Brasil, este mês de ferreiro está se comemorando os 100 anos da semana de arte moderna que aconteceu em São Paulo em fevereiro 1922.

É a grande oportunidade de se refletir sobre o que houve e o que interferiu culturalmente no país.

Não podemos observá-la sem analisar os fatos históricos daquele momento.

1999 também se comemorava os 100 anos da independência do país. Assim foi muito natural que se pensasse numa modernidade brasileira. 

As ideias identidárias estavam no ar. Mas os últimos 100 anos nos revelou outros valores sobre identidade nacional, especialmente no que abrange as regiões do país, seus estados e o povo brasileiro na sua totalidade.

Mas não pode se deixar de valorizar esse marco cultural, pois foi o movimento que despertou para avaliação do que veria a posterior.

Por sua importância, até hoje a temos como referência.

Cícero Dias – Painel: Eu vi o mundo… Ele começava no Recife” – 1929

- Semana de arte moderna em Pernambuco -

A Semana de arte moderna aconteceu em São Paulo, mas Pernambuco teve 2 participantes de destaque: Cicero Dias e Vicente do Rego Monteiro ambos morando em Paris e em contato com a realidade artística parisiense.

Talvez a distância do país provocasse neles a reflexão sobre temas regionalistas como a introdução do elemento indígena em suas obras (Vicente) e o signos da região e do povo nordestino (Cícero).

Bem se vê essa presença regional e lúdica em Cicero Dias no painel – Eu vi o mundo, ele começava no Recife – executado logo após a semana modernista,1926 a 1929, medindo em princípio 15m x 2m, em nanquim e guache sobre papel Kraft.

Em 1931, exposto na exposição do Salão Revolucionário da Escola de Belas Artes do Rio De Janeiro, criou tamanha polêmica a ponto de ser cortado 3m da obra, ficando assim com 12m de largura.

 Nessa exposição o artista e a obra, marcaram o ingresso definitivo na modernidade.

- ROSA DOS VENTOS - Recife -

Praça Marco Zero - A Rosa dos Ventos de Cícero Dias - Recife - Pernambuco

O amor de Cicero dias por Recife foi tão grandemente declarado que, seria natural ser o artista escolhido para executar o painel central da praça do Marco Zero, para o projeto que leva o nome do seu painel: 

Eu vi o mundo…ele começava no Recife, comemorativo da passagem do milênio e dos 500 anos de descobrimento do Brasil.

Através de um diagrama inserido num espaço de 700 metros quadrados, ele, inspirado em Dante Alighieri, narra a concepção do nascimento de sua cidade querida.

A praça do Marco Zero tornou se atualmente, um belo cartão de visitas da cidade.

Cícero Dias - Cícero Dias, Reginaldo Esteves e Radha Abramo - Praça Marco Zero

- Francisco Villa Chan -

Francisco Villa chan, artista representado pelo escritório de arte, esteve em viagem pela Europa em meados do séc passado,  travando conhecimento  com os modernistas europeus que revolucionaram sua pintura de formação acadêmica,  herança do seu bisavô, o maior paisagista pernambucano do sec XIX, com sala especial no Museu do Estado de Pernambuco.

O olhar as formas e as cores, refletidas pela luz do nordeste que tanto impressionaram europeus e brasileiros, transparecem na  moderna expressão das suas paisagens.Exemplo do percurso por ele percorrido, a séries que será mostrada na próxima exposição no escritório de arte:

Eu passei por aqui…

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