Percursos - A natureza, as sensações e a liberdade.

Um artista modernista

Francisco Villa Chan

O percurso por onde transitou a sua obra, assemelha-se ao percurso do rio Capibaribe que corre no fundo da sua casa/atelier.

O olhar sobre a passagem do rio, ora tão límpido ora tão conturbado, foi seu fio condutor.

Francisco Villa Chan é um personagem de si mesmo.

Conduz com maestria sua produção no campo do interstício entre a figuração e a não figuração, entre o
figurativo e o abstrato.

É difícil delimitar até onde a fluidez das águas de um rio introjetam visões de liquidez nas suas contemplações e inspirações.

Atravessou a figuração, registrando as paisagens do sertão Pernambucano com sua natureza fluida, cujas imagens nos levam a refletir sobre nosso planeta neste momento tão ameaçado.

Embarca na não-figuração com influências vindas das suas próprias paisagens.

Fixa-se posteriormente numa abstração lírica, sempre com um olhar poético.

Com formação acadêmica (família de pintores , bisneto de Telles Júnior,  maior pintor paisagista acadêmico do estado,
com sala especial no Museu do Estado de Pernambuco- MEPE), ingressou na modernidade no início dos anos 60 .

Em 1961 participa da VI Bienal de São Paulo, através da representação recifense.

Beth Araruna

Folder Exposição

Postal

Postal Arte Atividdade

Ribe do Capibaribe

Aquele rio era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul, da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água, da água de cântaro,
dos peixes de água, da brisa na água.

João Cabral de Melo Neto

Poema

Parece que sua obra sai de um olhar particularmente reflexivo nos devolvendo em cores, gestos, texturas, a delicadeza dos seus sentimentos.

Projeto Arte-Atividade

O cão com plumas – Estudantes

Através da análise do poema de João Cabral sobre o rio Capibaribe, propor ações que possam torná-lo o verdadeiro cartão postal do Recife.

Serão propostas aos estudantes da rede fundamental de ensino, sugerirem frases ou desenhos em tamanho de cartão postal, que indiquem caminhos para transformar o Rio Capibaribe na  mais bonita paisagem de Recife.

Aquele rio era
como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.

Poema João Cabral de Melo Neto
PONTOS MAPA – ROTEIRO CULTURAL
01) Oficina Cerâmica Francisco Brennand
02) Instituto Ricardo Brennand
03) Espaço Villa Chan
04) Museu do Homem do Nordeste
05) Fundação Gilberto Freyre
06) Fundação Joaquim Nabuco
07) Museu Murillo La Greca
08) Museu do Estado de Pernambuco – MEPE
09) Academia Pernambucana de Letras
10) Poço da Panela

É difícil delimitar até onde a fluidez das águas de um rio introjetam visões de liquidez nas suas contemplações e inspirações.

O percurso por onde transitou a sua obra, assemelha-se
ao percurso do rio Capibaribe que corre no fundo da sua casa/atelier.
O olhar sobre a passagem do rio, ora tão límpido ora tão conturbado, foi seu fio condutor.

Criei-me integrado à natureza, com a liberdade que ela proporciona.

O interesse em retrata-la, levou a abdicar de estudos gerais para me dedicar a escola de Belas Artes em Recife, onde convivi com grandes pintores pernambucanos.

Terminando o curso, parti para conhecer os grandes mestres do velho mundo.

Vibrações de alegria se alternavam com a desânimo em não conseguir os resultados desejados, levando me as vezes a destruir meus queridos pincéis.

Entretanto, foi a modernidade dos pintores americanos, através da liberdade de gestos, cores e técnicas (Pollock em especial) que  me levaram a abstrair o olhar e a minha expressão.

Voltando ao Brasil e ao meu sertão, a figuração e a não figuração permeiam toda a minha obra, ora com paisagens localizadas, ora com  detalhes dela, ora em abstrações líricas.

A pintura é a minha vida e a natureza é a minha paixão.