Maria do Carmo Nino

Graduei-me no bacharelado em arquitetura em 1980 na UFPE, e minha produção plástica começa efetivamente a partir de uma estadia parisiense (entre 1988 e 1995), que foi extremamente rica e importante para que me descobrisse como indivíduo e como artista. No retorno ao Brasil, me tornei professora de Artes Visuais na UFPE, onde me encontro até hoje. Nas minhas atividades desde então encontra-se perfeitamente amalgamadas a experiência da escrita, do ensino e da prática, de modo que não consigo estabelecer hierarquias entre elas para a constituição da minha trajetória.

Em meu trabalho pessoal continuo fiel à imagem, fazendo hibridizações entre pintura, desenho e fotografia, com uma ênfase particular pela fotografia como catalisadora inicial do processo, o que me aproximou de experiências com a imagem digital. Me identifico com  séries, pela dimensão processual que se estabelece com a ideia de devir, um conceito que me é muito caro e com o qual tenho trabalhado sempre.

Admiro uma grande quantidade de artistas, e a atividade docente me estimula a renovação de referências, mas se tivesse que destacar alguns, citaria aqueles que souberam conjugar sua própria prática com a teoria e em alguns casos a docência, e talvez por todas estas razões  o caráter metalinguístico me atraia, pois propicia a explicitação autoconsciente como principio crítico e criador.

série Noturnos

Esta série de imagens são o resultado de minhas experiências sobre a pele, a película, o papel do acaso na experiência pictórica através  de impasses, surpresas, texturas que evocam para mim a questão da vulnerabilidade e da efemeridade.

Translate »